5 SEGREDOS para a construção de uma mentalidade financeira próspera na cabeça de seus filhos

 

 

Você já ouviu no noticiário reportagens falando que as crianças e adolescentes de hoje estão usando muito aparelhos eletrônicos?

Smartphones, tablets, notebooks, video games, etc.

E nesse assunto muitas são as sugestões de como os pais devem lidar com seus filhos.

Limitar tempo de uso; condicionar o uso à fazer alguma tarefa de casa, tirar boas notas na escola, respeitar as outras pessoas, comer frutas e verduras; etc.

Aí os pais partem para a ação e começam a estabelecer regras para seus filhos, que logo se revoltam com as novas determinações.

Sim, determinações, pois poucos são os pais que negociam com seus filhos algo que fique bom para os dois lados.

Mas tudo bem, tudo é pensado para o bem das crianças/adolescentes, afinal, pais querem sempre o melhor para seus herdeiros.

Essa “revolta” inicial é rapidamente contida com castigos, broncas e um pouco de descontrole, na maioria dos casos, e algo que era para melhorar a convivência de todos começa a gerar mais atritos, o que aumenta a tensão na família.

Nas situações que já vivenciei, os pais sempre culpam seus filhos por não estarem seguindo as regras, no entanto, esquecem-se que eles são o exemplo.

Cansei de ver o pai reclamando que a filha não sai do celular, mas quase o tempo todo que ele fica em casa também está com o celular na mão.

Podemos, como pais, até pensar que nossos filhos não percebem nossas incoerências, porém, eles percebem e sabem quando estamos pedindo uma coisa e fazendo outra.

E isso começa cedo, lá pelos 7 anos, e se intensifica à medida que crescem.

Você já deve ter visto ou passado por algo semelhante, não é mesmo?

O intuito desse post não é contestar como as regras são estabelecidas entre pais e filhos, e sim o impacto do exemplo na criação das crianças.

Por isso eu lhe pergunto:

Você quer que seu filho saiba equilibrar o uso do celular com atividades off-line?

Então, como primeira atitude, seja o exemplo e também saiba equilibrar.

Você quer que seus filhos saibam lidar com o dinheiro?

Então seja o exemplo.

E o que significa ser o exemplo quando o assunto é dinheiro?

Bom, abaixo eu relaciono 5 segredos para a construção de uma mentalidade financeira próspera na cabeça de seus filhos.

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1) Conversar sobre dinheiro em família

Você sabia que 30% dos brasileiros não sabem quanto seu(sua) parceiro(a) ganha, segundo o SPC Brasil?

Isso porque ainda hoje falar sobre dinheiro parece um tabu.

E tabu está relacionado com nossas crenças.

Seja em família ou numa roda de amigos, falar sobre questões financeiras de uma maneira agradável e positiva é extremamente raro e quem se dispõem a falar parece um peixe fora d’água.

Quer ver se você começar a falar que quer ficar rico ou que quer faturar R$ 1 milhão em 12 meses.

Agora eu convido você a pensar:

Se sua família não conversa abertamente sobre dinheiro, como seus filhos serão estimulados a falar sobre?

Não vão, essa é a verdade.

Eles continuarão evitando abordar o assunto e afastando a riqueza deles.

Por isso, converse com sua família sobre dinheiro, pergunte o que cada um pensa sobre ele, comecem a construir uma mentalidade coletiva de riqueza e prosperidade, pois assim isso é o que irão atrair para vocês.

 

2) Ser transparente em relação à situação financeira da família

Mais um dado importante tirado do SPC Brasil:

37% das mulheres dizem que o dinheiro é um dos principais motivos de brigas conjugais.

Sabe por que?

Porque parceiros e parceiras evitam serem transparentes até que a bomba estore.

Fingem que está tudo bem até atrasar a primeira conta e aí causar um pânico em toda a família.

Ao invés de deixar chegar nessa situação porque não conversar e expor a real situação financeira da família antecipadamente durante um almoço ou jantar?

Expor com a intenção de compartilhar a realidade e de se unirem para encontrar caminhos juntos, caso a situação seja difícil.

E não para encontrarem culpados.

Caso a situação esteja muito boa, comemorem juntos também.

Fale sobre o que tem sido feito para vocês estarem tendo uma certa tranquilidade.

Abra o jogo e explique como está a situação financeira da família para seus filhos, independente de qual seja.

Peça a opinião deles e deixe-os participar das decisões.

Entenda que por menores que sejam, eles sempre serão afetados por suas decisões.

 

3) Alinhar o modelo financeiro mental dos pais

Você e seu(sua) parceiro(a) pensam no dinheiro da mesma forma?

O que ele significa para você e para ele(a)?

O que é ser rico para vocês?

É importantíssimo que vocês alinhem suas percepções para que consigam caminhar juntos por um mesmo caminho.

Já pensou se ser rico para você é ter um carro do ano e uma casa na praia e para seu(sua) parceiro(a) é viajar duas vezes por ano?

Há alguma forma de dar certo?

Quando você quiser trocar de carro, seu(sua) parceiro(a) estará querendo marcar a próxima viagem.

Por isso, sugiro que vocês procurem aspectos em comum do modelo financeiro do casal e potencializem isso.

Seus filhos terão uma referência positiva do dinheiro e perceberão a união de vocês em busca de objetivos comuns, além de evitar brigas constantes por causa de ideias financeiras diferentes.

As três perguntas feitas no começo desse tópico podem ajudar muito esse alinhamento.

Aproveite e faça isso o quanto antes.

 

4) Dar exemplo de consumo consciente

Não comprar tudo o que vê pela frente.

Simples assim.

Sempre que sentir vontade de comprar algo e que você saiba que não tem dinheiro para isso no momento, explique para seus filhos para que eles entendam também.

Aproveite e já trace junto com eles um plano para conseguir comprar o que quer nos próximos meses.

Além de ensiná-los sobre o consumo consciente, ensina-os, também, sobre planejamento, habilidade tão escassa hoje em dia em nosso país.

 

5) Ensinar os filhos a guardar e usar o dinheiro

Por fim, já que você seguiu os passos anteriores, agora é hora de colocar seus filhos em ação.

A base mental necessária eles já aprenderam contigo.

E para ensiná-los a guardar e usar o dinheiro, indico trabalhar com mesada, quinzenada ou semanada.

Além, é claro, do exemplo, já mencionado anteriormente.

Estabeleça um valor a ser dado para a criança e defina algumas regras para ela ter direito a receber todo o combinado.

Por exemplo, para seu filho receber os R$ 50,00 por mês que vocês combinaram ele terá que arrumar o quarto pelo menos uma vez por dia, fazer diariamente as tarefas de casa, respeitar os outros e comer ao menos uma fruta por dia.

Cada dia que ele não cumpre uma das tarefas ele perde R$ 1,00.

Você pode fazer o acompanhamento num papel ou numa cartolina.

É bom que as regras e a situação das tarefas esteja visível para seus filhos, para eles terem segurança no acompanhamento.

No momento que eles tiverem o dinheiro em mãos, sente com eles e oriente seu uso.

Mencione que o que estão recebendo é fruto do esforço que fizeram ao longo do mês e que precisa ser recompensado.

Isso os ensinará a valorizar seus esforços e a serem remunerados por isso.

Como sugestão, sugira que eles usem a mesada para comprar lanche na escola, comprar algum brinquedo que querem fora de datas comemorativas, passear em algum lugar diferente, etc.

Você como pai ou mãe saberá definir o melhor para seus filhos.

Oriente, também, eles a pensarem à longo prazo, em algo com um valor mais alto que querem comprar e ajude eles a estabelecerem um plano de poupança para conseguir o necessário para a compra.

Uma outra sugestão para que seus filhos aprendam a guardar e usar o dinheiro é dar um valor definido por você para eles usarem quando forem ao mercado contigo.

Tudo o que ele quiser comprar ele tirará do dinheiro que você deu.

Empreste uma calculadora e aproveite o momento para estudar um pouco de matemática com eles também.

Deixe claro que as coisas para a família quem comprará é você, mas doces, salgadinhos, etc., quem compra é ele.

Isso ensina planejamento e gestão para seus filhos e uma base mental muito sólida que os ajudará muito no futuro.

 

CONCLUSÃO

Você, como pai/mãe, é o exemplo mais forte que seus filhos irão seguir.

Mesmo que você oriente e fale como eles devem se comportar, se você não agir da mesma forma provavelmente seus filhos não seguirão suas orientações.

Por isso, seja coerente e cobre apenas aquilo que você também pode dar.

E mais, tenha em sua família o dinheiro como qualquer outro assunto que possa ser conversado a qualquer momento e em qualquer lugar, de preferência de forma positiva.

Mantenha a transparência e o alinhamento dos conceitos com seu(sua) parceiro(a) e tenha a harmonia como um hóspede constante em sua casa.

Ofereça uma mesada, quinzenada ou semanada aos seus filhos e faça com que isso seja um aliado seu na melhoria do comportamento deles.


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Um forte abraço e seja feliz!