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Você sabia que além do dinheiro que irá investir no enxoval do seu bebê, aparecerão outros gastos na gravidez que você nem imagina?

Pois é, e você provavelmente descobrirá apenas quando estiver precisando urgentemente.

Não terá tempo de se planejar e terá pouco tempo pra pesquisar.

Bom, pelo menos era isso que ia acontecer se você não lesse esse artigo até o final.

Ia ter algumas surpresas que agora não terá mais.

Pra isso, vou compartilhar aqui com você a experiência que eu e minha esposa tivemos e que fez eu trazer essa lista dos 8 principais gastos na gravidez que você não sabe que vai ter.

Quem dera soubéssemos dessas dicas há alguns meses.

Esse post vai para você, pai ou mãe que já estão grávidos ou que querem engravidar.

Reforço que minha intenção é a de prepara-los pro que poderá vir.

E não desestimular que você tenha filhos.


Gastos na gravidez que você não sabe que vai ter

Para facilitar o entendimento, escreverei por tópicos me aprofundando em cada um, sendo eles:

  1. Roupas;
  2. Farmácia;
  3. Casa;
  4. Trabalho;
  5. Plano de saúde;
  6. Médico;
  7. Parto;
  8. Emergenciais.

Vamos lá, agora abordarei cada um individualmente.

1) Roupas

Uma das maiores preocupações, se não a maior, da mulher quando engravida é o quanto irá engordar.

É inevitável o ganho de alguns quilinhos, mas a dúvida da mulher é:

“Será que depois vou voltar ao corpo que eu tinha?”

Bom, uma coisa é fato, independente do quanto você engorde, suas roupas e calçados deixarão de servir.

Isso porque sua barriga crescerá MUITO, seu quadril aumentará, seus seios crescerão e todo o seu corpo se adaptará a um novo ser humano que cresce dentro de você.

Por isso, tenha claro para você (homem e mulher) que os seguintes itens precisarão ser avaliados:

  • Calças;
  • Blusas;
  • Calcinhas;
  • Sutiãs;
  • Sapatos;
  • Rasteirinhas;
  • Pijamas;
  • Vestidos;
  • Casacos.

Provavelmente você terá que comprar tudo isso novo.

E aqui vai uma dica importante: pense em comprar roupas para o período de gravidez que possam ser usadas depois.

Por exemplo, um vestido que na gravidez ficará mais curto, mas que depois poderá ser usado quase como um vestido longo.

Só as calcinhas e os sutiãs que provavelmente não servirão depois.

A não ser que você queira ter mais filhos.

Ah, mãe, aproveite muito as roupas que suas amigas que já tiveram filhos podem te emprestar.

Você só vai usar por um tempo e com isso poderá economizar uma boa grana.

E mais uma coisa, no facebook você encontra grupos de mulheres que emprestam, doam e vendem esse tipo de coisa.

Dê uma pesquisada e economize mais um dinheirinho.


2) Farmácia

Alguns itens de farmácia serão indicados pelo seu obstetra, porém, outros são sugeridos pela nossa experiência (minha e da Dani).

Mesmo que saibamos da importância de cada um deles, isso não evita que você confirme a necessidade com seu médico.

Jamais se automedique durante a gravidez sem um aval profissional.

É um período muito delicado e qualquer “escorregão” pode gerar consequências irreversíveis.

Vamos à lista:

  • Ácido fólico -> informe-se com seu médico quando deverá começar a tomar. Serve para evitar problemas no tubo neural do bebê;
  • Polivitamínico -> pedir indicação pro seu médico;
  • Remédio pra azia;
  • Absorventes pós-parto;
  • Absorventes pros seios;
  • Cremes e óleos pra evitar estrias;
  • Repelente, principalmente durante a gravidez no verão;
  • Concha pra seios, pra formar bico, proteger os mamilos durante a amamentação e conter o vazamento de leite.

Esses itens você realmente terá que colocar em seu planejamento.


3) Casa

Pai e mãe, tenham claro em sua mente que as coisas irão mudar.

Por mais que idealizemos que nosso filho será diferente dos outros, ou seja, mais fácil de cuidar, tem coisas que teremos que passar com toda a certeza.

Por isso, esteja disposto a colocar em prática tudo o que aprendeu nos livros e com a experiência de outras famílias.

No entanto, esteja aberto a surpresas.

E indo por essa linha, de que algumas coisas são comuns pra todos os pais, principalmente os de primeira viagem, deixo aqui alguns assuntos para pensar:

  • Contratar uma diarista ou aumentar a frequência da que você já tem;
  • Congelar potes de comida;
  • Planejar refeições fora de casa;
  • Colocar telas de proteção nas janelas.

Os 3 primeiros pontos seguem um mesmo raciocínio:

Após o nascimento do bebê, o tempo dos pais será mais escasso pra coisas da casa.

Claro que não é regra seguir o que escrevi acima.

São apenas sugestões pra você colocar no seu planejamento caso te façam sentido.

A ideia é aliviar a pressão e as responsabilidade do pai e da mãe pra que eles possam dedicar mais atenção ao bebê, deixando-o cada dia mais seguro e amado.

O 4º ponto é importante ser avaliado com cuidado, principalmente se você mora em apartamento.

Não precisa ser um gasto a ser feito durante a gravidez.

Pode esperar até o bebê estar perto dos 2 anos, quando começa a escalar nas coisas.

Mas se previna de qualquer acidente.


4) Trabalho

Esse tópico é direcionado mais pras mães autônomas ou pra aquelas que querem parar de trabalhar logo após terminar a licença maternidade.

No caso de ser autônoma, é fundamental você se planejar pro período pós-parto.

Pra isso, saiba qual é a sua receita média mensal e comece a guardar para cobrir pelo menos 3 meses sem trabalho.

Por exemplo, você ganha em média R$ 3.000,00 por mês.

Terá que ter disponível R$ 9.000,00 pra passar 3 meses dedicada a seu bebê.

Se você estiver no início da gravidez, terá que guardar R$ 1.000,00 por mês.

33% da sua renda.

Alinhe com seu parceiro como farão isso ou pense em estratégias pra aumentar sua renda durante esses 9 meses.

Por mais que possa parecer difícil pra você nesse momento, acredite que é possível e comece a trabalhar pra isso.

Mesmo que você comece guardando apenas R$ 100,00 ou R$ 200,00 por mês.

Tudo o que vocês tiverem guardado após o nascimento do bebê ajudará vocês a ficarem mais tranquilos e conseguirem oferecer os cuidados que ele exige e merece.

Mais uma coisa, se sua gravidez começar um pouco mais agitada, com altos e baixos, esteja preparada, também, pra ter meses que você trabalhará menos, trazendo reduções pros seus rendimentos.

Já se você, mãe, quiser parar de trabalhar depois da licença, terá os 9 meses mais 4 pra pensar em como fazer isso.

Não só você, seu parceiro também.

Será pouco mais de 1 ano pra vocês encontrarem caminhos que permitam terem redução na renda de vocês sem comprometer o bem-estar da família.

Importante também que o pai/parceiro não tenha que trabalhar mais pra isso.

A presença dele é fundamental no desenvolvimento do bebê.

Sugiro ver esse vídeo do Marcos Piangers pra entenderem melhor o que estou querendo dizer.


5) Plano de saúde

Caso você, leitor(a), não tenha plano de saúde, pode pular pro próximo tópico.

Primeiro ponto: se você está querendo engravidar, inclua obstetrícia em seu plano.

Se você engravidar antes de fazer essa inclusão, você terá que pagar todo o parto à parte e isso pode representar em torno de R$ 6.000,00, dependendo do valor cobrado pelo seu médico e do hospital no qual você terá o bebê.

Segundo ponto: quer ter o bebê num apartamento pra ficar sozinha no quarto, mesmo seu plano sendo enfermaria?

Pesquise com antecedência se é mais vantajoso já incluir no plano e ir pagando a diferença mensalmente ou se vale mais pagar toda a mudança no nascimento do bebê.

No nosso caso, optamos por mudar o plano da Dani pra apartamento desde o começo, pois ficaria mais barato do que pagar a diferença na hora do parto.

Só para você entender, caso ainda não saiba: quando seu plano é para enfermaria e você quer ficar num apartamento, você precisa alterar seu plano antecipadamente ou pagar a diferença no momento do parto, que passa de R$ 2.000,00.

Saiba que caso você faça cesárea, terá que pagar o instrumentador cirúrgico mesmo tendo plano de saúde.


6) Médico

Em relação ao médico, tenho apenas 2 considerações a fazer.

1) Certifique-se de o médico que você está indo faz o pré-natal pelo plano de saúde.

No nosso caso, a Dani frequentava um ginecologista e obstetra (pelo plano de saúde), com o qual fez todo o acompanhamento pra engravidar.

Só descobriu que ele não faz pré-natal pelo plano após levar o exame de sangue com resultado positivo.

Com isso, tivemos que mudar de obstetra no terceiro mês de gravidez.

2) Saiba desde o começo se seu médico cobra disponibilidade médica ou não.

Ou seja, se ele cobra para estar disponível a hora que seu bebê resolver nascer.

Caso ele cobre e você não queira pagar, seu bebê nascerá com o médico plantonista da maternidade.

Aqui em Curitiba os médicos cobram de R$ 2.500,00 à R$ 5.000,00 de disponibilidade.

Nós encontramos um que não cobra e é excelente.


7) Parto

A única consideração diferente a ser feita em relação ao parto é para aqueles casais que querem PARTO HUMANIZADO.

Nesse caso, tudo é pago à parte.

Médico, hospital, doula, etc.

Desconheço planos que cubram esse tipo de parto, mas podem existir.

Aqui onde moro, fiquei sabendo esses dias de um casal que pagou em torno de R$ 15.000,00 pra fazer o parto humanizado.

Se você estiver com essa ideia, é bom se preparar.


8) Emergenciais

Por fim, chegamos aos gastos emergenciais.

Eles não são obrigatórios, mas podem acontecer com uma alta probabilidade.

Estão ligados à desatenção da mãe por causa de um hormônio chamado ES.

Estou Grávida.

Sim, a gravidez causa uma série de alterações hormonais no corpo da mulher.

Todo o seu organismo se volta a sustentar mais uma vida que até então não existia.

Isso faz com que haja uma certa sobrecarga em todo seu organismo e a energia é redistribuída de acordo com a nova realidade do seu corpo.

Como consequência, as grávidas ficam mais desatentas e seus reflexos ficam comprometidos.

O resultado?

Aqui em casa foi uma batida de carro, uma raspada no parachoque do carro, vários copos quebrados, 1kg de sal caído no chão da cozinha pelo menos 2 vezes.

Entende agora quando falo de gastos emergenciais?

Esteja preparado(a).

Pra isso, alimente um fundo emergencial que te dê segurança caso alguma dessas coisas aconteça com você ou com sua esposa/parceira.

Tenha pelo menos R$ 2.000,00 disponíveis pra esse período de gravidez.

Como dizem por aí, SHIT HAPPENS (cagadas acontecem).

Ahhh, e se você que está lendo for o parceiro/marido, se prepare para aguentar 2 horas de choro quando cada umas dessas coisas acontecerem.

Seja pequena (quebrar um copo) ou grande (bater o carro).

O choro virá.


Conclusão

Se prepare pra umas das fases mais loucas da sua vida.

Principalmente se você for a grávida ou a mulher que irá engravidar.

Tanto por questões hormonais quanto por questões financeiras.

É uma nova vida que chega e que agora ficará sobre sua responsabilidade.

Exigirá muito da sua atenção e do seu amor.

Por isso, se planeje financeiramente para que você possa se dedicar 100% ao seu bebê quando ele chegar.

Pra você ter uma ideia, eu e a Dani gastamos R$ 4.990,00 mais a franquia do carro quando ela bateu e a raspada do parachoque.

Isso durante a gravidez.

Os copos e o sal não foram considerados na conta 😉

E por mais que assuste num primeiro momento, tenha certeza que ficará pior quando ele estiver pra chegar.

Brincadeira 😀

No final tudo vale a pena.

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Tem mais alguma coisa que você já gastou na gravidez e que eu esqueci de colocar no post? Deixe seu comentário aqui abaixo e me conte o que foi.

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